COSTUME DE SALA VAI À PRAÇA
A diversidade de funções das praças públicas atuais possibilita o seu uso como espaços não formais de ensino. Isso significa que praças públicas contemporâneas, localizadas próximas a escolas públicas ou privadas, podem ser utilizadas como espaços educadores e servir de lugar de aprendizagem da Educação Ambiental Crítica.
A pesquisa que analisou a potencialidade educativa, usos, contra usos e funções da Praça Jornalista Orlando Dantas localizada na cidade de Aracaju-SE em face das atividades escolares desenvolvidas pelo Colégio Estadual Ministro Petrônio Portela, resultou na constatação positiva e igualmente desafiadora dessa realidade.
Após pesquisa de campo, exploratória e aplicada em sintonia cronológica com o calendário do ano letivo da referida escola, relatos de equipes de coordenação de escolas próximo a praças e registro da prática de atividades extraclasse pedagógicas realizadas na praça pelo professor/pesquisador, foi produzida essa cartilha pedagógica, produto educacional resultante desta investigação. Nela, há planos de aula de disciplinas de áreas de humanas e exatas e também sugestões de atividades educadoras na praça.
Uma vez bem sucedida a vivência de aula ao ar livre, sobretudo em praça pública, são alcançados o 4º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável ODS 4 (Ensino de qualidade e inclusivo) e o ODS 11 (Cidades e comunidades sustentáveis). Além disso, uma praça que oferece condições e favorecimento para o aprendizado das pessoas, tem característica de Cidade Educadora sob a ótica da Associação Internacional das Cidades Educadoras (AICE).
Por fim, é esperado que os benefícios oportunizados por essa cartilha, favoreça aos estudantes e que também seja referência para profissionais de outras escolas igualmente localizadas próximas a praças públicas a fim de ressignificar e resgatar ações de vivência em espaços não formais de ensino em tempos de entretenimento digital e isolamento social.







