Paradoxos em re-versos: poesias
Escrever poesias tem muito de egoico, intersubjetivo, automotivação, de revelação e de intuição. Oscila entre a beleza da dor e a dor na beleza.
Em 2016, lancei um livreto chamado Padadoxos em versos, com poesias (ou tentativas delas) desde que me conheço por gente. Entre o simplório e o óbvio, entre o martelo e o corte, entre sombras e luzes, fui ensaiando meu desejo de escrever poesias.
Pouco soube daqueles que o leram: se fez sentido, se sonorizou, se despertou alguma empatia pelos versos lá publicados. Não houve sucesso, nem grande presença, mas de silêncio. O silêncio que acomete determinados escritos por anos, décadas, séculos, talvez pela eternidade.
No entanto, aquele sentimento de expor-me e arriscar-me foi fundamental naquele momento, dando-me a certeza de que a fazer é mais importante do que nunca tentar; de que escrever é meu risco, minha obsessão, meu projeto de vida.
Assim, continuo nesta empreitada, navegando sempre entre a possibilidade de ser e a mediocridade de não ser; sem tempestade nem ambição, mas insistindo em dizer algo extraído de minhas entranhas, algo que me representa e que também representa tantos outros, que, em um ou outro verso, encontram-se em ponto de confluência e de empatia.
Fiz eu mesma a ilustração, apoiando-me nas ferramentas da inteligência artificial, hoje disponíveis. Recuperei e, em alguns casos, revi poemas que, em sua maioria, foram publicados no Facebook, acompanhados dos comentários de alguns e do silêncio de muitos. Outros, compartilhei-os apenas com algumas pessoas.
